ANDO assinala 11.º Aniversário com Estudo Científico sobre Literacia Alimentar nas Displasias Ósseas

26 de maio de 2026


Hoje, a celebração dos 11 anos da ANDO Portugal fica marcada por mais um importante contributo para a investigação científica e social na área das displasias ósseas. Foi publicado no Journal of Rare Diseases o artigo científico "Food literacy among Portuguese adults with skeletal dysplasia: insights from a cross-sectional study", resultado de um trabalho realizado por quatro alunos de nutrição do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), sob a orientação da Professora Cidália D. Pereira. Este trabalho foi realizado em colaboração com a ANDO e desenvolvido no âmbito do compromisso contínuo com a promoção do conhecimento e da melhoria da qualidade de vida das pessoas com displasia óssea em Portugal.

A ANDO enaltece e agradece o trabalho e dedicação da Prof. Cidália D. Pereira, na concretização deste projeto e na publicação deste artigo que contou ainda com autoria de Beatriz Guerra, Inês Alves, Ricardo Costa, Valter Dias e Pedro Jesus, reunindo investigadores e instituições ligadas às áreas da saúde e da nutrição.

O estudo teve como objetivo avaliar o nível de literacia alimentar entre adultos portugueses com displasia óssea, procurando compreender de que forma o acesso à informação, os hábitos alimentares e as competências relacionadas com a alimentação influenciam o bem-estar e a saúde.

A publicação deste artigo representa um marco significativo não apenas pelo seu valor científico, mas também pelo reconhecimento crescente da importância de integrar as experiências e necessidades das pessoas com displasia óssea na investigação académica e social. Ao longo dos últimos 11 anos, a ANDO tem desenvolvido um trabalho consistente na sensibilização da sociedade, no apoio às famílias e na promoção de projetos de investigação que contribuam para uma melhor compreensão dos desafios enfrentados pelas pessoas com condições ósseas raras.

 

Este novo estudo reforça a relevância da colaboração entre associações, investigadores e profissionais de saúde, demonstrando que a produção de conhecimento científico pode ter um impacto direto na criação de estratégias mais inclusivas, informadas e adaptadas às necessidades reais das pessoas com displasia óssea.

Num dia especialmente simbólico para a ANDO, esta publicação surge como reflexo do percurso construído ao longo de mais de uma década: um caminho marcado pela defesa dos direitos das pessoas com displasia óssea, pela promoção da literacia em saúde e pela aposta contínua na investigação científica e social.

 

Resultados e Conclusões

  • Os resultados do estudo indicam um nível moderado de literacia alimentar (60,8%), com melhores resultados nas práticas de alimentação saudável e maiores dificuldades na interpretação de rótulos e nas escolhas alimentares informadas
  • Não foram encontradas diferenças significativas por idade ou sexo. As principais dificuldades identificadas incluem a compreensão das quantidades recomendadas de proteína, das porções alimentares e da adesão à dieta mediterrânica.
  • Os autores concluem que são necessárias estratégias de educação alimentar mais adaptadas e informação nutricional mais acessível para responder às necessidades desta população.

 

A ANDO reafirma, assim, o seu compromisso em continuar a incentivar iniciativas de investigação que contribuam para uma sociedade mais informada, inclusiva e preparada para responder aos desafios das doenças raras em Portugal.

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