A Dor nas Displasias

O que é a Dor?

Em algum momento da nossa vida, todos já sentimos dor. Sabemos, portanto, que a dor não é uma experiência puramente física, mas que também tem um impacto emocional. A dor pode funcionar como um sinal de aviso para uma lesão (iminente ou real), desempenhando um papel importante na prevenção e restabelecimento das funções normais do corpo. No entanto, nem sempre é este o caso. A dor também pode ser sentida após a lesão ter sido tratada - este é o caso da dor crónica.

 

TIPOS DE DOR

Dor Nocicetiva (aguda)

É causada por danos no corpo e serve um propósito protetor.  Alguns exemplos são dores nas articulações, osteoartrite, dor lombar ou lesões desportivas e dor pós-cirúrgica.

Dor Inflamatória (Aguda)

Normalmente localizada, é sentida quando há danos nos tecidos moles musculoesqueléticos.

Dor Neuropática

Causada por danos ou doenças afetando o sistema nervoso, muitas vezes sem sinais físicos. Este tipo de dor tende a ocorrer depois de uma lesão corporal, mas muitas vezes não há uma fonte óbvia e pode ocorrer espontaneamente.

Dor Crónica

É uma dor prolongada, de difícil identificação temporal e/ou causal, que causa sofrimento, podendo manifestar-se com várias características e gerar diversos estádios patológicos.

 

 

"A dor é uma experiência sensorial ou emocional desagradável associada a lesão tecidular, real ou potencial, ou descrita em função dessa lesão"1.

É um fenómeno extraordinariamente complexo que vai além dos sintomas físicos. Por isso, deve ser considerada como uma experiência subjetiva e individual, por isso o relato de uma pessoa sobre uma experiência de Dor deve ser respeitado. Afinal, quem nunca pensou: "Da minha dor só eu sei!".

 

FATORES QUE INFLUENCIAM A PERCEÇÃO DA DOR

CULTURAIS

PSICOSSOCIAIS

CLÍNICOS

A perceção da dor é influenciada por diversos fatores.

Estes fatores podem ter um impacto diferente nas pessoas.

  • Idioma/palavras

  • Crença religiosa face à dor

  • Avaliação social do estoicismo

  • Atitude da pessoa face à dor

  • Género

  • Idade

  • Estilo de vida

  • Peso 

  • Conhecimento do diagnóstico

  • Doença

  • Resultado do tratamento

  • Tipo de procedimento

  • Grau do trauma 

 

No entanto, a descrição verbal é apenas um dos vários comportamentos possíveis para expressar a Dor; a incapacidade de comunicar através de palavras, seja por um bebé ou por um adulto, não nega a possibilidade de que sinta dor. Daí ser importante a utilização de escalas de avaliação da Dor, como esta que se baseia nas expressões faciais:

Fig. 1. Escala facial da Dor (revista). Créditos: Hicks et al., 2001. p. 1762.

 

 

A Dor e as Displasias Ósseas


Fig. 2. Focos de dor em distintas displasias ósseas.

 

Programa Nacional para a Prevenção e Controlo da Dor

O controlo da dor é um direito das pessoas e um dever dos profissionais de saúde. No final dos anos 90, a DGS reconheceu a necessidade de melhorar a abordagem da dor em Portugal. Da sua interação com a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) resultou o primeiro documento estratégico, o Plano Nacional de Luta Contra a Dor, em 2001. A este, seguiram-se o Programa Nacional de Controlo da Dor (2008) e o Plano Estratégico Nacional para a Prevenção e Controlo da Dor (2012).

Cosulte a versão atual (2017) do Programa Nacional de Controlo da Dor:

 

 

Saiba mais sobre:

 

Referências:

  1. IASP - International Association for the Study of Pain

  2. Hicks CL, et al. The Faces Pain Scale-Revised: toward a common metric in pediatric pain measurement. Pain. 2001 Aug;93(2):173-183. doi: 10.1016/S0304-3959(01)00314-1. PMID: 11427329.

Outras fontes:

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