Jogos Paralímpicos

Em nenhum outro lugar a força, a velocidade e a habilidade dos atletas Paralímpicos estarão tão em evidência como na arena de atletismo – vai ficar fora dessa?” Lê-se no site do Rio 2016 Paralímpicos

É com enorme honra que a ANDO divulga os jogos paralímpicos e alguns dos atletas a competir por Portugal.

Nesta edição dos Jogos Paralímpicos, participam dois atletas com displasia óssea: Simone Fragoso, uma experiente nadadora, que nasceu com displasia diastrófica, e Miguel Monteiro, um jovem de ainda somente 15!, que nasceu com acondroplasia.

Simone compete em 4 provas de natação, em nível S5 e Miguel nas provas de atletismo de lançamento do peso, em nível F40.

Para perceber um pouco mais sobre o sistema de classificação dos atletas:

é usado desde a década de 50 para garantir o equilíbrio entre os competidores nos desportos Paralímpicos. Por meio dele, atletas de um mesmo esporte são divididos em classes, o que garante que um atleta ou equipa disputem em condição de igualdade com os seus adversários.

Cada desporto possui critérios de avaliação e métodos de formação de classes próprios, que são estabelecidos pela Federação Internacional da modalidade. Caso um atleta dispute mais de um desporto, ele precisará ser classificado em cada um deles. Como algumas patologias são progressivas – alguns tipos de deficiência visual, por exemplo -, certos competidores precisam ser avaliados mais de uma vez ao longo de suas carreiras.

Ao todo, dez tipos de deficiências são observadas nos Jogos Paralímpicos: deficiência de potência muscular, deficiência de movimento, deficiência de membro, diferença no comprimento da perna, baixa estatura, hipertonia, ataxia, atetose, deficiência visual e deficiência intelectual.

Há desporto que contam com atletas com apenas um tipo de deficiência – o goalball, exclusivo para deficientes visuais, é um exemplo – e outros que possuem classes que contemplam competidores com mais de um tipo de deficiência, combinadas ou não, como o atletismo e a natação.

Letras e números

Desportos individuais – as classes são normalmente identificadas por letras e números. Em geral, quanto menor o número, menor é o potencial funcional dos atletas daquela classe.

Desportos coletivos – cada atleta da equipe recebe uma pontuação considerando seu potencial funcional. Cada time só pode alcançar, por sua vez, um determinado total de pontos, somando-se as pontuações dos atletas em jogo.

Avaliações

O processo para identificar a classificação do atleta é realizado por uma comissão especializada, composta por médicos, fisioterapeutas e profissionais da área esportiva.  São avaliados três aspectos:

Médico – examina a patologia do atleta

Funcional – verifica o potencial do atleta considerando a lesão/patologia

Técnico – considera o impacto que as limitações trazem ao desempenho esportivo do competidor”

Força aos nossos atletas!!! Determinação já eles têm imensa!

In site oficial do Rio Paralímpicos 2016

Aqui pode seguir em directo as provas paralímpicas.